willkommen im berlin!

Meu último destino europeu antes de voltar a terra brasilis foi a Alemanha! O que eu queria mesmo era não só ir pra Berlim, mas o tempo e o dinheiro não permitiram e eu decidi que de todos, Berlim é o que merecia minha visita, haha! Bom, também contou muito o fato de que eu estava sozinha e queria um destino seguro pra mulheres. Achei que na Europa, pro meu dinheiro, era minha melhor opção.

Decidi ir de avião porque era mais barato e rápido. Voei Ryan Air. Não dá pra falar muita coisa de uma empresa que tenta ter o mínimo contato com o passageiro, né? No check in tem uma pessoa que confere o passaporte e só, não sei como eles não automatizaram isso ainda! Foda foi ter que ir pro aeroporto no fim da noite e passar a madrugada lá, dormindo no chão.

O perrengue foi até chegar no hostel. Chegar zuretinha em Berlim, descobrir como funciona de verdade o sistema de transporte (ou entender melhor) e pegar o trem certo foram um pequeno desafio, mas com o tempo fui percebendo que não tinha que ter receio de pedir informações em inglês. Eles são mais simpáticos que os franceses, hehe…

hostel que escolhi, Baxpax Downtown foi ótimo. 2 quadras do trem, rua tranquila, perto de um monte de restaurante, limpo, amplo, boa cama, bom chuveiro e um ótimo bar no térreo.

Currywurst do hotel = salsicha com molho de tomate e pó de curry. Salsichão!

Meu primeiro passeio foi Alexanderplatz, que eu vi do trem indo pro hostel. É uma praça grande e famosa, cheia de comércio. Como atrai muita gente, tem também gente fazendo performances por todo canto. Parei pra ver um pouco de um grupo de adolescentes com uma coreografia de dança de rua que era muuuuito bom! Também tinha vários cafés com mesas na rua e lugar pra sentar e relaxar. Até deitei um pouco em um banco pra aproveitar aquela atmosfera relaxada, tranquila e segura.

Se Berlim queria me ganhar, conseguiu. O tempo esteve maravilhoso durante toda minha estadia: céu aberto, sol, mas sem estar um calorão e seco! Literalmente não teve tempo ruim não!

Como tinha passado a madrugada no aeroporto, voltei pro hostel depois desse passeio, peguei as chaves do quarto e tirei um cochilo merecido. Pra quem quiser ir pra Berlim, começo de maio é excelente, o sol se põe lá pelas 21h e dá pra fazer muita coisa, inclusive tirar esses cochilos, hehe.

A comida foi um dos pontos altos também, não comi nada ruim por lá! E tem muita variedade, pra todos os gostos. Como o Henrique T. virou vegano, passei a reparar mais nessas coisas, então em Berlim eu vi muita placa anunciando pratos veganos em diversos restaurantes!

Além da comida ser ótima, os lugares também são muito agradáveis. A hamburgueria da foto acima tinha uma sacada atrás do salão principal muito gostoso, com mesas de pic nic e aquecedores nos sombreiros. E atendimento muito bom também!

No dia seguinte, fiz um passeio guiado de graça pelo centro, pra ver as principais atrações.

O passeio começou no Portão de Bradenburgo, secular. A área é lotada, é onde fica o famoso Hotel Adlon e é do lado do prédio do parlamento.

O Denkmal é uma praça cheia de blocos de concreto de diversos tamanhos. É tipo um “lago” que se aprofunda no meio, mas de fora parece que os blocos são mais ou menos do mesmo tamanho, então lá dentro dá uma sensação de opressão. É um memorial às vítimas do nazismo.

Na minha memória, o muro era uma coisa muito alta. Vai ver que é porque eu era criança quando o muro “caiu”. Hoje esse pedaço é preservado (tem grades ao redor) e próximo a ele tem um museu sobre o regime nazista.

E ali perto, o Checkpoint Charlie, a passagem entre as duas partes da Berlim dividida que os estrangeiros podiam usar.

Depois desse passeio, fui dar uma volta pela cidade, mas era domingo e a maioria das coisas estava fechada. Até a Alexandreplatz estava meio vazia! Pra não dizer que metade do dia foi perdido, me perdi por Unter der Linden e fui parar na região dos museus. É bem movimentada e tem várias feirinhas de rua!

A noite, fui num pub crawl organizado pela mesma empresa que dá esses passeios a pé e foi interessante. Como era domingo, todos os bares estavam vazios! Mas com isso a gente pode interagir mais entre o grupo. Conheci um grupo de canadenses com quem fiz o passeio do dia seguinte, tudo gente boa (claro, canadenses!). A noite ia terminar numa balada, mas passei porque depois não sabia como ia conseguir voltar pra casa e pra esperar o transporte público ia demorar e eu tinha que acordar cedo no outro dia.

No dia seguinte fui pra Oranienburg visitar Sachsenhausen.

Sachsenhausen era um campo de concentração de trabalhos forçados. Foi um dos primeiros e ali na entrada tem um prédio que era onde a SS decidia como os campos deveriam ser geridos.

Eu não tinha intenção de visitar um campo de concentração quando cheguei a Berlim, mas a história do período nazista é algo muito forte na Alemanha. E já que eu estava lá, achei que deveria ir lá entender um pouco melhor como é que tudo aconteceu. Sachsenhausen fica há 1h de Berlim e ao chegar na estação, há uma caminhada de uns 30 minutos até o campo. É a caminhada que os presos tinham que fazer nas décadas de 1930 e 1940.

Eu achei que seria um passeio super pesado, nível Hiroshima, mas não. Ao contrário de Hiroshima, não sobrou muito documento do que acontecia lá, nem das pessoas que passaram ali. Não tem muito o que “ver”, apesar de ter 1 museu e um dos barracões montados pra visita.

Os presos chegavam pela Torre Alfa, de onde dava pra ver todos os barracões e toda a movimentação nessa área. Além da área dos barracões e dos trabalhos forçados, esse campo ainda tinha um centro de formação de oficiais da SS. O centro hoje serve para treinar os policiais de Bradenburgo. Eles dizem que é importante estarem perto do campo para sempre se lembrarem das consequências nocivas do abuso de poder.

O pesado dessa visita foi que não tinha um lugar pra tomar lanche ali dentro, pelo menos na nossa rota de passeio, e eu não levei nada pra comer. O sol estava a pino, mas não muito quente. Só comi 4h depois, de volta na estação.

Nesse dia consegui visitar o Arkaden de Potsdamer Platz, um shopping meio aberto, o Sony Center (amo o Starbucks de lá <3) e o Berlin Mall, gigantesco! Foi a última vez que encontrei com algum dos canadenses, totalmente por acaso na rua. Eles ainda seguiram viagem prelo resto da cortina de ferro por algumas semanas.

Currywurst é a comida típica que todos vão te dizer que tem que experimentar. Prefiro o dogão da usp!

No dia seguinte voltei pra visitar melhor o muro e o Checkpoint Charlie. O muro, claro, fica lotado. Essa parte preservada fica do lado do prédio onde ficava a Luftwaffe no regime nazista. O prédio é enorme, e um dos poucos que restou com a arquitetura nazista, a cara que Hitler queria dar para seu império. O cara era megalomaníaco.

Também fui dar uma volta pela Friedrichstrasse, uma rua cheia de comércio. Descobri que eles tem até uma pequena Galeries Lafayette! O mais interessante mesmo foi achar a Ritter Sport, a loja conceito da marca onde você pode criar o seu chocolate, adicionando até 3 ingredientes na mistura. E não é caro! No andar superior eles tem um café super gostoso, com uns doces lindos!

Olhem isso! Bateu saudade desse chocolate só de olhar essa foto!

 

Achei o lugar tão bom, o atendimento tão legal, que voltei no dia seguinte pro café da manhã de despedida. Olha esse ovo! Além de lindo, delicioso! O pão em Berlim também é ótimo! Embutido então, nem se fala!

Além do Ritter, outra chocolateria famosa na Alemanha é a Fassbender & Rausch. São chocolates premium, mas o famoso mesmo da loja são as esculturas de chocolate dos monumentos na cidade. Tem gente que vai lá só pra tirar foto! Os chocolates são mais caros, mas tem mais variedade, tipo bombom recheado.

A única coisa que não gostei de Berlim é que no aeroporto eles não dão saquinho pra líquidos. Cobram 50 centavos de Euro!!! Poxa, na Inglaterra você pode pegar quantos quiser! Só não tava com o meu lá porque não sei como, perdi =( E o cara no Relay do aeroporto foi um grosso que não quis trocar moedinha. Fui mesmo mendigar pros clientes dele, oras. Não custa nada trocar dinheiro, né?

O blog não morre com a minha volta ao Brasil. Daqui umas semanas vou começar a postar sobre outras viagens que fiz, e ainda vou fazer um resumão sobre essa experiência na Inglaterra 😉

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