easter half term

Semana passada foi a primeira semana de “folga” desse ano, em que os alunos foram embora pras suas casas. Apesar dessa folga, e apesar de metade dos alunos morarem aqui em tempo integral, alguns deles passam essas folgas aqui (fale-me sobre apego familiar e afins…). Quando esses alunos ficam aqui, chamamos de respite, que é uma “folga”… Só não entendi muito bem do que.

Ano passado não tivemos que trabalhar em nenhuma dessas folgas, mas já sabíamos que teríamos que trabalhar nessa de fevereiro. Ou foi o que todos acharam. Mas pra quem pensa que só RH no Brasil que é confuso, ainda precisa conhecer o RH daqui… Mandei e-mail perguntando sobre os horários, se podia fazer turnos de tarde só, e ai disseram que provavelmente os voluntários não precisariam trabalhar. Depois, sem responder meu e-mail informando que ok, mas que nos próximos eu não ia trabalhar porque afinal eu já tinha coisa planejada, veio a surpresa de achar meu nome na agenda. E em horários cedo! Pensa numa pessoa muito emputecida. Mas ok, depois de alguns arranjos, concordei em trabalhar no respite dessa vez pra não deixar as crianças na mão.

Nossos alunos foram embora no sábado e já no domingo eu fui pro respite. Geralmente só fica criança, então encarei como uma forma de conhecer algo novo. Na agenda, eu ia ficar de segunda pessoa com uma menina. Já fiquei com medo só de pensar que a criança precisa de suporte de 2 pessoas!

O primeiro dia não foi tão ruim porque a outra pessoa conhecia bem a SR. e conseguimos dar fluência pras atividades do dia (que não eram muitas). No dia seguinte, tive que começar de manhã e tínhamos uma caminhada programada. Aparentemente eu não era a única que não estava feliz com essa perspectiva… Nesse dia, tudo o que tinha pra dar de errado, deu, e a gente nem saiu de casa no fim. O resto dos alunos todos foram passear e a gente ficou presas sem ter muito o que fazer, com uma criança nada feliz (pensa em pratos atirados, cadeiras arrastadas, o inferno na terra). No terceiro dia era pra eu ficar com outra criança, mas ai a pessoa que ia ficar com a SR não veio e eu que tive que segurar a bucha. Sério, foram momentos de terror que eu não vou repetir!!! Eu não sou obrigada a passar stress!!! De bom desse respite teve que eu vi os outros voluntários que eu nunca vejo, os momentos que a gente passou juntos foram divertidos e teve um aluno, o D., de quem eu gostei bastante de cuidar por breves momentos…

Tive meus dois dias de folga e fui pra Londres de novo, a convite do Junior =). Ele mora em Canary Wharf, a parte nova e comercial de Londres, com o marido. Cheguei no meio do dia e ele foi me buscar no metro, pra me mostrar a região e pra deixarmos as minhas coisas em casa antes de sairmos pra um passeio.

Eu ainda não conhecia Greenwich, a região onde fica o observatório por onde passa a linha imaginária que corta o mundo entre ocidente e oriente. Lá tem um parque bem bonito, a Universidade de Greenwich que tem o campus aberto (é lindo!) e o tal observatório lá em cima da colina

 

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A visita ao observatório é paga, mas do lado de fora tem o marco da linha pra quem quiser tirar foto. No verão fica bem cheio, mas como o dia tava nublado e meio frio, demos sorte de pegar aquilo vazio.

A noite, buscamos o marido dele em casa pra ir comer hamburguer em West India Quay, um passeio super gostoso na margem do rio, ali na região de Canary Wharf.

No dia seguinte, fui fazer o passeio que mais queria fazer: Torre de Londres! O Henrique T. não quis fazer comigo, então achei uma boa oportunidade pra fazer esse passeio.

A torre propriamente dita é essa, a White Tower. A Torre de Londres é um forte, um complexo de outras construções que no passado serviu de morada do rei e de entrada para a cidade. É lá que estão as jóias da coroa, que podem ser visitadas com o ingresso da entrada do forte.

O ingresso custa £ 24,50 e lá dentro, além do passeio guiado e das jóias da coroa, é possível visitar a White Tower (era ali que morava a nobreza e onde eram armazenados de artilharia a mantimentos) e fazer uma caminhada pelos muros e torres de vigília. No complexo tem acesso a wifi (muito bom!) e lugar pra comer e lojinhas. O lugar em si é muito agradável, tem bancos ao ar livre e eu dei sorte de pegar um dia de sol lindo!

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Um dos motivos pelos quais eu queria fazer essa visita eram os Yeomen Warders, os guardas das jóias. Eles servem de guias e contam a história do forte, de uma forma bem relaxada e engraçadinha. E não precisa pagar nada a mais por isso! Os Yeomen precisam servir o exercito, chegar a um certo ranking e obter determinadas condecorações para poder ter treinamento pra ser guarda das jóias. E eles tem muito orgulho do trabalho que fazem!

De lá, combinei de encontrar o Junior no trem pra irmos pro Parque Olimpico. É o fim da linha e um hub de modais de transporte, então é bem cheio. É lá que fica um dos maiores shoppings da Europa, o Westfield Startford City.

Estádio Olimpico. Arrendado pra um clube de futebol local.

Aproveitamos pra passar na Primark. Se eu pudesse, comprava a loja toda! No fim, descobri que já tinha ido nesse shopping quando fomos pra Londres em Outubro com os meninos da fazenda. Pensa num pessoal perdido! Esse shopping fica do lado oposto do que a gente tinha que ir pra sair de Londres…

No dia seguinte, tive que voltar pra Ringwood pra trabalhar…

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Ir pra Londres também significa tomar todo o chá do Starbucks que eu não posso tomar aqui, haha!

Cheguei em Ringwood com um certo desconforto e quando cheguei em casa, tive que correr pro banheiro. Não tava me sentindo mal, mas a regra é que nesses casos extremos a gente não pode ir traballhar pra não passar o que quer que seja para as crianças. Fiquei em casa, achei que tava melhorando, mas no dia seguinte acordei com dor de cabeça =/ Do tipo que só passou com remédio, mas ao menos no domingo da volta dos “meus” residentes e já tava zero bala =D

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