and we’re back!

Nem creio que finalmente consegui! Depois de todo esse tempo, consegui arrumar o blog! Mals ai, porque eu troquei a hospedagem e o back up funcionou só pela metade, ai tive que uppar AND inserir TO-DAS as fotos de novo… Mas tá ai, acho que agora tá tudo certo e funcionando, e o melhor, já tem DOIS post agendadinhos vindo ai XD

tirando a poeira

Sei que andei meio sumida daqui, mas tive uma pequena crise existencial bloguística e simplesmente não rolou inspiração pra vir aqui postar.

Depois de pensar bastante, acho que já sei que rumo quero dar a este domínio, e espero conseguir criar o conteúdo com fluidez suficiente para não sumir de novo daqui.

Aguardem, que vem novidades!!!

happy birthday, my friend!

Happy birthday, Henrique!!!

É uma pena que eu não possa estar ai pra comemorar o seu dia com você… Era uma das coisas que eu queria muito fazer quando embarcamos nessa viagem louca! Mas eu sei que você está cercado de gente bacana e que vai se divertir! Espero que o dia esteja lindo e iluminado, como você! Aproveite muito essa oportunidade de ouro que a vida está te dando, todos os dias. Você é uma pessoa privilegiada, e nós que gozamos da sua amizade também!!!

willkommen im berlin!

Meu último destino europeu antes de voltar a terra brasilis foi a Alemanha! O que eu queria mesmo era não só ir pra Berlim, mas o tempo e o dinheiro não permitiram e eu decidi que de todos, Berlim é o que merecia minha visita, haha! Bom, também contou muito o fato de que eu estava sozinha e queria um destino seguro pra mulheres. Achei que na Europa, pro meu dinheiro, era minha melhor opção.

Decidi ir de avião porque era mais barato e rápido. Voei Ryan Air. Não dá pra falar muita coisa de uma empresa que tenta ter o mínimo contato com o passageiro, né? No check in tem uma pessoa que confere o passaporte e só, não sei como eles não automatizaram isso ainda! Foda foi ter que ir pro aeroporto no fim da noite e passar a madrugada lá, dormindo no chão.

O perrengue foi até chegar no hostel. Chegar zuretinha em Berlim, descobrir como funciona de verdade o sistema de transporte (ou entender melhor) e pegar o trem certo foram um pequeno desafio, mas com o tempo fui percebendo que não tinha que ter receio de pedir informações em inglês. Eles são mais simpáticos que os franceses, hehe…

hostel que escolhi, Baxpax Downtown foi ótimo. 2 quadras do trem, rua tranquila, perto de um monte de restaurante, limpo, amplo, boa cama, bom chuveiro e um ótimo bar no térreo.

Currywurst do hotel = salsicha com molho de tomate e pó de curry. Salsichão!

Meu primeiro passeio foi Alexanderplatz, que eu vi do trem indo pro hostel. É uma praça grande e famosa, cheia de comércio. Como atrai muita gente, tem também gente fazendo performances por todo canto. Parei pra ver um pouco de um grupo de adolescentes com uma coreografia de dança de rua que era muuuuito bom! Também tinha vários cafés com mesas na rua e lugar pra sentar e relaxar. Até deitei um pouco em um banco pra aproveitar aquela atmosfera relaxada, tranquila e segura.

Se Berlim queria me ganhar, conseguiu. O tempo esteve maravilhoso durante toda minha estadia: céu aberto, sol, mas sem estar um calorão e seco! Literalmente não teve tempo ruim não!

Como tinha passado a madrugada no aeroporto, voltei pro hostel depois desse passeio, peguei as chaves do quarto e tirei um cochilo merecido. Pra quem quiser ir pra Berlim, começo de maio é excelente, o sol se põe lá pelas 21h e dá pra fazer muita coisa, inclusive tirar esses cochilos, hehe.

A comida foi um dos pontos altos também, não comi nada ruim por lá! E tem muita variedade, pra todos os gostos. Como o Henrique T. virou vegano, passei a reparar mais nessas coisas, então em Berlim eu vi muita placa anunciando pratos veganos em diversos restaurantes!

Além da comida ser ótima, os lugares também são muito agradáveis. A hamburgueria da foto acima tinha uma sacada atrás do salão principal muito gostoso, com mesas de pic nic e aquecedores nos sombreiros. E atendimento muito bom também!

No dia seguinte, fiz um passeio guiado de graça pelo centro, pra ver as principais atrações.

O passeio começou no Portão de Bradenburgo, secular. A área é lotada, é onde fica o famoso Hotel Adlon e é do lado do prédio do parlamento.

O Denkmal é uma praça cheia de blocos de concreto de diversos tamanhos. É tipo um “lago” que se aprofunda no meio, mas de fora parece que os blocos são mais ou menos do mesmo tamanho, então lá dentro dá uma sensação de opressão. É um memorial às vítimas do nazismo.

Na minha memória, o muro era uma coisa muito alta. Vai ver que é porque eu era criança quando o muro “caiu”. Hoje esse pedaço é preservado (tem grades ao redor) e próximo a ele tem um museu sobre o regime nazista.

E ali perto, o Checkpoint Charlie, a passagem entre as duas partes da Berlim dividida que os estrangeiros podiam usar.

Depois desse passeio, fui dar uma volta pela cidade, mas era domingo e a maioria das coisas estava fechada. Até a Alexandreplatz estava meio vazia! Pra não dizer que metade do dia foi perdido, me perdi por Unter der Linden e fui parar na região dos museus. É bem movimentada e tem várias feirinhas de rua!

A noite, fui num pub crawl organizado pela mesma empresa que dá esses passeios a pé e foi interessante. Como era domingo, todos os bares estavam vazios! Mas com isso a gente pode interagir mais entre o grupo. Conheci um grupo de canadenses com quem fiz o passeio do dia seguinte, tudo gente boa (claro, canadenses!). A noite ia terminar numa balada, mas passei porque depois não sabia como ia conseguir voltar pra casa e pra esperar o transporte público ia demorar e eu tinha que acordar cedo no outro dia.

No dia seguinte fui pra Oranienburg visitar Sachsenhausen.

Sachsenhausen era um campo de concentração de trabalhos forçados. Foi um dos primeiros e ali na entrada tem um prédio que era onde a SS decidia como os campos deveriam ser geridos.

Eu não tinha intenção de visitar um campo de concentração quando cheguei a Berlim, mas a história do período nazista é algo muito forte na Alemanha. E já que eu estava lá, achei que deveria ir lá entender um pouco melhor como é que tudo aconteceu. Sachsenhausen fica há 1h de Berlim e ao chegar na estação, há uma caminhada de uns 30 minutos até o campo. É a caminhada que os presos tinham que fazer nas décadas de 1930 e 1940.

Eu achei que seria um passeio super pesado, nível Hiroshima, mas não. Ao contrário de Hiroshima, não sobrou muito documento do que acontecia lá, nem das pessoas que passaram ali. Não tem muito o que “ver”, apesar de ter 1 museu e um dos barracões montados pra visita.

Os presos chegavam pela Torre Alfa, de onde dava pra ver todos os barracões e toda a movimentação nessa área. Além da área dos barracões e dos trabalhos forçados, esse campo ainda tinha um centro de formação de oficiais da SS. O centro hoje serve para treinar os policiais de Bradenburgo. Eles dizem que é importante estarem perto do campo para sempre se lembrarem das consequências nocivas do abuso de poder.

O pesado dessa visita foi que não tinha um lugar pra tomar lanche ali dentro, pelo menos na nossa rota de passeio, e eu não levei nada pra comer. O sol estava a pino, mas não muito quente. Só comi 4h depois, de volta na estação.

Nesse dia consegui visitar o Arkaden de Potsdamer Platz, um shopping meio aberto, o Sony Center (amo o Starbucks de lá <3) e o Berlin Mall, gigantesco! Foi a última vez que encontrei com algum dos canadenses, totalmente por acaso na rua. Eles ainda seguiram viagem prelo resto da cortina de ferro por algumas semanas.

Currywurst é a comida típica que todos vão te dizer que tem que experimentar. Prefiro o dogão da usp!

No dia seguinte voltei pra visitar melhor o muro e o Checkpoint Charlie. O muro, claro, fica lotado. Essa parte preservada fica do lado do prédio onde ficava a Luftwaffe no regime nazista. O prédio é enorme, e um dos poucos que restou com a arquitetura nazista, a cara que Hitler queria dar para seu império. O cara era megalomaníaco.

Também fui dar uma volta pela Friedrichstrasse, uma rua cheia de comércio. Descobri que eles tem até uma pequena Galeries Lafayette! O mais interessante mesmo foi achar a Ritter Sport, a loja conceito da marca onde você pode criar o seu chocolate, adicionando até 3 ingredientes na mistura. E não é caro! No andar superior eles tem um café super gostoso, com uns doces lindos!

Olhem isso! Bateu saudade desse chocolate só de olhar essa foto!

 

Achei o lugar tão bom, o atendimento tão legal, que voltei no dia seguinte pro café da manhã de despedida. Olha esse ovo! Além de lindo, delicioso! O pão em Berlim também é ótimo! Embutido então, nem se fala!

Além do Ritter, outra chocolateria famosa na Alemanha é a Fassbender & Rausch. São chocolates premium, mas o famoso mesmo da loja são as esculturas de chocolate dos monumentos na cidade. Tem gente que vai lá só pra tirar foto! Os chocolates são mais caros, mas tem mais variedade, tipo bombom recheado.

A única coisa que não gostei de Berlim é que no aeroporto eles não dão saquinho pra líquidos. Cobram 50 centavos de Euro!!! Poxa, na Inglaterra você pode pegar quantos quiser! Só não tava com o meu lá porque não sei como, perdi =( E o cara no Relay do aeroporto foi um grosso que não quis trocar moedinha. Fui mesmo mendigar pros clientes dele, oras. Não custa nada trocar dinheiro, né?

O blog não morre com a minha volta ao Brasil. Daqui umas semanas vou começar a postar sobre outras viagens que fiz, e ainda vou fazer um resumão sobre essa experiência na Inglaterra 😉

easter half term

Semana passada foi a primeira semana de “folga” desse ano, em que os alunos foram embora pras suas casas. Apesar dessa folga, e apesar de metade dos alunos morarem aqui em tempo integral, alguns deles passam essas folgas aqui (fale-me sobre apego familiar e afins…). Quando esses alunos ficam aqui, chamamos de respite, que é uma “folga”… Só não entendi muito bem do que.

Ano passado não tivemos que trabalhar em nenhuma dessas folgas, mas já sabíamos que teríamos que trabalhar nessa de fevereiro. Ou foi o que todos acharam. Mas pra quem pensa que só RH no Brasil que é confuso, ainda precisa conhecer o RH daqui… Mandei e-mail perguntando sobre os horários, se podia fazer turnos de tarde só, e ai disseram que provavelmente os voluntários não precisariam trabalhar. Depois, sem responder meu e-mail informando que ok, mas que nos próximos eu não ia trabalhar porque afinal eu já tinha coisa planejada, veio a surpresa de achar meu nome na agenda. E em horários cedo! Pensa numa pessoa muito emputecida. Mas ok, depois de alguns arranjos, concordei em trabalhar no respite dessa vez pra não deixar as crianças na mão.

Nossos alunos foram embora no sábado e já no domingo eu fui pro respite. Geralmente só fica criança, então encarei como uma forma de conhecer algo novo. Na agenda, eu ia ficar de segunda pessoa com uma menina. Já fiquei com medo só de pensar que a criança precisa de suporte de 2 pessoas!

O primeiro dia não foi tão ruim porque a outra pessoa conhecia bem a SR. e conseguimos dar fluência pras atividades do dia (que não eram muitas). No dia seguinte, tive que começar de manhã e tínhamos uma caminhada programada. Aparentemente eu não era a única que não estava feliz com essa perspectiva… Nesse dia, tudo o que tinha pra dar de errado, deu, e a gente nem saiu de casa no fim. O resto dos alunos todos foram passear e a gente ficou presas sem ter muito o que fazer, com uma criança nada feliz (pensa em pratos atirados, cadeiras arrastadas, o inferno na terra). No terceiro dia era pra eu ficar com outra criança, mas ai a pessoa que ia ficar com a SR não veio e eu que tive que segurar a bucha. Sério, foram momentos de terror que eu não vou repetir!!! Eu não sou obrigada a passar stress!!! De bom desse respite teve que eu vi os outros voluntários que eu nunca vejo, os momentos que a gente passou juntos foram divertidos e teve um aluno, o D., de quem eu gostei bastante de cuidar por breves momentos…

Tive meus dois dias de folga e fui pra Londres de novo, a convite do Junior =). Ele mora em Canary Wharf, a parte nova e comercial de Londres, com o marido. Cheguei no meio do dia e ele foi me buscar no metro, pra me mostrar a região e pra deixarmos as minhas coisas em casa antes de sairmos pra um passeio.

Eu ainda não conhecia Greenwich, a região onde fica o observatório por onde passa a linha imaginária que corta o mundo entre ocidente e oriente. Lá tem um parque bem bonito, a Universidade de Greenwich que tem o campus aberto (é lindo!) e o tal observatório lá em cima da colina

 

A photo posted by Vy ♥ (@ginnymoon) on

A visita ao observatório é paga, mas do lado de fora tem o marco da linha pra quem quiser tirar foto. No verão fica bem cheio, mas como o dia tava nublado e meio frio, demos sorte de pegar aquilo vazio.

A noite, buscamos o marido dele em casa pra ir comer hamburguer em West India Quay, um passeio super gostoso na margem do rio, ali na região de Canary Wharf.

No dia seguinte, fui fazer o passeio que mais queria fazer: Torre de Londres! O Henrique T. não quis fazer comigo, então achei uma boa oportunidade pra fazer esse passeio.

A torre propriamente dita é essa, a White Tower. A Torre de Londres é um forte, um complexo de outras construções que no passado serviu de morada do rei e de entrada para a cidade. É lá que estão as jóias da coroa, que podem ser visitadas com o ingresso da entrada do forte.

O ingresso custa £ 24,50 e lá dentro, além do passeio guiado e das jóias da coroa, é possível visitar a White Tower (era ali que morava a nobreza e onde eram armazenados de artilharia a mantimentos) e fazer uma caminhada pelos muros e torres de vigília. No complexo tem acesso a wifi (muito bom!) e lugar pra comer e lojinhas. O lugar em si é muito agradável, tem bancos ao ar livre e eu dei sorte de pegar um dia de sol lindo!

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Um dos motivos pelos quais eu queria fazer essa visita eram os Yeomen Warders, os guardas das jóias. Eles servem de guias e contam a história do forte, de uma forma bem relaxada e engraçadinha. E não precisa pagar nada a mais por isso! Os Yeomen precisam servir o exercito, chegar a um certo ranking e obter determinadas condecorações para poder ter treinamento pra ser guarda das jóias. E eles tem muito orgulho do trabalho que fazem!

De lá, combinei de encontrar o Junior no trem pra irmos pro Parque Olimpico. É o fim da linha e um hub de modais de transporte, então é bem cheio. É lá que fica um dos maiores shoppings da Europa, o Westfield Startford City.

Estádio Olimpico. Arrendado pra um clube de futebol local.

Aproveitamos pra passar na Primark. Se eu pudesse, comprava a loja toda! No fim, descobri que já tinha ido nesse shopping quando fomos pra Londres em Outubro com os meninos da fazenda. Pensa num pessoal perdido! Esse shopping fica do lado oposto do que a gente tinha que ir pra sair de Londres…

No dia seguinte, tive que voltar pra Ringwood pra trabalhar…

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Ir pra Londres também significa tomar todo o chá do Starbucks que eu não posso tomar aqui, haha!

Cheguei em Ringwood com um certo desconforto e quando cheguei em casa, tive que correr pro banheiro. Não tava me sentindo mal, mas a regra é que nesses casos extremos a gente não pode ir traballhar pra não passar o que quer que seja para as crianças. Fiquei em casa, achei que tava melhorando, mas no dia seguinte acordei com dor de cabeça =/ Do tipo que só passou com remédio, mas ao menos no domingo da volta dos “meus” residentes e já tava zero bala =D

bear with me!

O post dessa semana deve atrasar porque tô indo pra Londres na quarta e só volto sexta, e tenho que ir trabalhar. Talvez eu consiga escrever de Londres, mas nem prometo nada, hehe. Tem bastante coisa pra contar e espero que de Londres também tenha!

Keep your eyes open for updates soon!

natal inglês

Voltamos de viagem bem na noite de natal. Podíamos ter aproveitado pra comemorar em Amsterdã, se a noite no hostel não fosse tão mais cara só nessa noite. Chegamos em Ringwood numa das noites mais geladas da existência, 23h, e ainda tivemos que andar de mala e cuia de volta pra casa. Cheguei MORRENDO, tava andando o meu mais rápido possível pra fugir do frio. Esse corpinho aqui não nasceu pra tanto esforço físico não!

Mas chegamos vivos e no pique pra preparar uma refeição minimamente satisfatória para a ocasião. Não tinha nem uma arvorezinha de natal pra nos recepcionar por aqui =( (na verdade, como eles não impõem nenhuma religião ou crença nos alunos, eles também evitam esses símbolos nas casas).

A ceia foi arroz, farofa, batata frita, salada, feijão e frango <3

Não sei se foi a fome, o espírito natalino ou se a comida tava realmente gostosa, mas foi uma ceia muito boa!

No fim eu ainda tive forças pra tomar um banho bem gostoso antes de ir pra cama. E foi bom mesmo, porque no dia seguinte quase não consegui viver, HAHA!

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Só consegui levantar pra comer. A noite convidamos o pessoal da fazenda pra uma pizzada. Saudades pizza de SP, mas essa tava gostosa, ainda mais com a companhia <3

quatro estações

Morando no Brasil, e principalmente em São Paulo, a gente não tem as estações do ano muito bem definidas. E ao meu ver, o horário de verão não faz uma diferença grande na quantidade de horas que a gente vê a luz do dia (odeio horário de verão com todas as minhas forças, ninguém jamais será capaz de me convencer do contrário). Mas eu lembro da primeira vez que eu fui pro Canadá, era verão lá, e o sol se punha as 10 da noite. 10 da noite!!! Tem noção disso? Quando voltei anos depois, no inverno, passando por Nova York primeiro, lembro da desgraça que era entrar na fila pra subir no Empire State Building ainda de dia e chegar lá em cima a noite só… E mal eram 5 da tarde!!!

Quando chegamos aqui na Inglaterra, apesar de só termos pegado um dia de calor (o dia que chegamos), o sol ainda se punha depois das 8h da noite. Ai sim eu via vantagem, sabe? Dia longo de verdade. Mas logo o dia começou a encurtar, o daylight savings time (o horário de verão deles) acabou e cada dia escurece mais e mais cedo. As vezes eu acho que quando o solstício chegar, o dia estará acabando as 2h a tarde!!!!

A pior parte disso mesmo é que a luz do dia é importante pra balancear a química do nosso corpo, principalmente aquilo que regula nosso humor e nosso sono. Depressão de inverno é uma realidade. E pra piorar, o fim de ano traz todas aquelas comemorações que a gente relaciona com família e amigos, e a gente tá aqui longe, sem poder ver ninguém, sem ideia do que fazer com as festas de fim de ano.

Eu já passei por isso antes, não vou dizer que é a coisa mais legal do mundo, mas cada vez fica menos pior. Ou a gente vai aprendendo a lidar. A verdade é que eu escolhi estar aqui, eu sabia que isso era parte do pacote, então tenho que fazer o máximo para aproveitar.

São essas coisas que parecem pequenas mas que fazem a diferença que muita gente não vê na hora que “decide largar tudo e ir embora”. Quem diz que é fácil é porque nunca de fato se jogou no mundo. É sempre um desafio, a saudade aperta, a falta do conhecido bate, e as vezes até a preguiça de falar uma língua diferente todo o dia pra tudo começa a fazer você pensar em dar meia volta e retornar pras origens. Não vou dizer que é errado, mas antes de achar que é fácil “deixar tudo e recomeçar”, você tem que saber que isso vai acontecer, e analisar se é forte o suficiente pra encarar essa barra. Porque as coisas vão se acumulando, e se você não for forte, acaba como as barragens da Vale.

o tempo passa, o tempo voa

E já faz 1 mês que tô morando aqui em Ringwood.

Sempre morei em cidades relativamente grandes no Brasil, mas toda vez que fui morar fora, acabei em cidades pequenas (na época da Disney, apesar de Orlando não ser uma cidade pequena, eu viva no micro cosmo cast memberístico) e hoje vejo que isso é uma das melhores coisas que me aconteceu, ao menos financeiramente, HAHA!

De verdade, viver numa cidade pequena te faz conhecer melhor a cultura local, te faz aproveitar mais as experiências e te faz gastar menos, claro!

Eu recomendo morar em uma cidade pequena se for por um período determinado, se a proposta for algo específico, alienado da cidade em si. Por exemplo, quando fui fazer as matérias da faculdade no Canadá, o intuito era estudar e morar no campus, não fazia diferença morar numa cidade grande. Aqui a proposta é o trabalho, conhecer uma nova cultura, viver ~de boas~, não ficar zanzando de um lado para o outro.

Até agora a experiência no geral tem sido bastante positiva. Tenho muito a aprender, mas já sinto que levo uma vida bem mais light do que levava no Brasil. A relação com o trabalho com certeza é outra, muito mais saudável!

Minha única crítica, e acho que vai ser a coisa que eu mais vou reclamar, é sobre a higiene. Sorry, mas os europeus são meio porcos e não há nada que me faça entender porque eles não seguem normas mais rígidas. Não tô falando que tem que ter faxineira nem nada, mas nossa, toda vez que vejo um europeu lavando louça eu quero morrer (o que tem me feito lavar muita louça porque não confio na limpeza daqui). Nem vou falar sobre banho, né? Ao menos os alunos tem sempre que tomar banho, todo dia. Mas quem trabalha aqui… Acho que um exagero pra mais em higiene não faz mal, então vou continuar nesse exagero, não quero voltar pro Brasil e as pessoas ficarem com nojo de mim, haha!

Até a comida tem superado expectativas. Tem sempre salada ou legumes cozidos, podia ter mais carne, de todos os tipos, mas vou relevar porque não é tão barato, e o gosto não é ruim, só podia ter mais sal, mas não vou reclamar muito porque sódio de mais é prejudicial de qualquer forma e tem chá em todo lugar sempre, o que pra mim já é melhor do que conseguir achar suco de laranja que seja gostoso, haha!

Ao mesmo tempo que parece que estamos aqui há tanto tempo, que já vivemos tantas coisas, nem parece que já faz 1 mês que chegamos ao camp hill. Daqui a pouco faço mais um aniversário, mais um natal vai passar, outro ano vai acabar e logo estarei de volta ao Brasil… Quem sabe =P