willkommen im berlin!

Meu último destino europeu antes de voltar a terra brasilis foi a Alemanha! O que eu queria mesmo era não só ir pra Berlim, mas o tempo e o dinheiro não permitiram e eu decidi que de todos, Berlim é o que merecia minha visita, haha! Bom, também contou muito o fato de que eu estava sozinha e queria um destino seguro pra mulheres. Achei que na Europa, pro meu dinheiro, era minha melhor opção.

Decidi ir de avião porque era mais barato e rápido. Voei Ryan Air. Não dá pra falar muita coisa de uma empresa que tenta ter o mínimo contato com o passageiro, né? No check in tem uma pessoa que confere o passaporte e só, não sei como eles não automatizaram isso ainda! Foda foi ter que ir pro aeroporto no fim da noite e passar a madrugada lá, dormindo no chão.

O perrengue foi até chegar no hostel. Chegar zuretinha em Berlim, descobrir como funciona de verdade o sistema de transporte (ou entender melhor) e pegar o trem certo foram um pequeno desafio, mas com o tempo fui percebendo que não tinha que ter receio de pedir informações em inglês. Eles são mais simpáticos que os franceses, hehe…

hostel que escolhi, Baxpax Downtown foi ótimo. 2 quadras do trem, rua tranquila, perto de um monte de restaurante, limpo, amplo, boa cama, bom chuveiro e um ótimo bar no térreo.

Currywurst do hotel = salsicha com molho de tomate e pó de curry. Salsichão!

Meu primeiro passeio foi Alexanderplatz, que eu vi do trem indo pro hostel. É uma praça grande e famosa, cheia de comércio. Como atrai muita gente, tem também gente fazendo performances por todo canto. Parei pra ver um pouco de um grupo de adolescentes com uma coreografia de dança de rua que era muuuuito bom! Também tinha vários cafés com mesas na rua e lugar pra sentar e relaxar. Até deitei um pouco em um banco pra aproveitar aquela atmosfera relaxada, tranquila e segura.

Se Berlim queria me ganhar, conseguiu. O tempo esteve maravilhoso durante toda minha estadia: céu aberto, sol, mas sem estar um calorão e seco! Literalmente não teve tempo ruim não!

Como tinha passado a madrugada no aeroporto, voltei pro hostel depois desse passeio, peguei as chaves do quarto e tirei um cochilo merecido. Pra quem quiser ir pra Berlim, começo de maio é excelente, o sol se põe lá pelas 21h e dá pra fazer muita coisa, inclusive tirar esses cochilos, hehe.

A comida foi um dos pontos altos também, não comi nada ruim por lá! E tem muita variedade, pra todos os gostos. Como o Henrique T. virou vegano, passei a reparar mais nessas coisas, então em Berlim eu vi muita placa anunciando pratos veganos em diversos restaurantes!

Além da comida ser ótima, os lugares também são muito agradáveis. A hamburgueria da foto acima tinha uma sacada atrás do salão principal muito gostoso, com mesas de pic nic e aquecedores nos sombreiros. E atendimento muito bom também!

No dia seguinte, fiz um passeio guiado de graça pelo centro, pra ver as principais atrações.

O passeio começou no Portão de Bradenburgo, secular. A área é lotada, é onde fica o famoso Hotel Adlon e é do lado do prédio do parlamento.

O Denkmal é uma praça cheia de blocos de concreto de diversos tamanhos. É tipo um “lago” que se aprofunda no meio, mas de fora parece que os blocos são mais ou menos do mesmo tamanho, então lá dentro dá uma sensação de opressão. É um memorial às vítimas do nazismo.

Na minha memória, o muro era uma coisa muito alta. Vai ver que é porque eu era criança quando o muro “caiu”. Hoje esse pedaço é preservado (tem grades ao redor) e próximo a ele tem um museu sobre o regime nazista.

E ali perto, o Checkpoint Charlie, a passagem entre as duas partes da Berlim dividida que os estrangeiros podiam usar.

Depois desse passeio, fui dar uma volta pela cidade, mas era domingo e a maioria das coisas estava fechada. Até a Alexandreplatz estava meio vazia! Pra não dizer que metade do dia foi perdido, me perdi por Unter der Linden e fui parar na região dos museus. É bem movimentada e tem várias feirinhas de rua!

A noite, fui num pub crawl organizado pela mesma empresa que dá esses passeios a pé e foi interessante. Como era domingo, todos os bares estavam vazios! Mas com isso a gente pode interagir mais entre o grupo. Conheci um grupo de canadenses com quem fiz o passeio do dia seguinte, tudo gente boa (claro, canadenses!). A noite ia terminar numa balada, mas passei porque depois não sabia como ia conseguir voltar pra casa e pra esperar o transporte público ia demorar e eu tinha que acordar cedo no outro dia.

No dia seguinte fui pra Oranienburg visitar Sachsenhausen.

Sachsenhausen era um campo de concentração de trabalhos forçados. Foi um dos primeiros e ali na entrada tem um prédio que era onde a SS decidia como os campos deveriam ser geridos.

Eu não tinha intenção de visitar um campo de concentração quando cheguei a Berlim, mas a história do período nazista é algo muito forte na Alemanha. E já que eu estava lá, achei que deveria ir lá entender um pouco melhor como é que tudo aconteceu. Sachsenhausen fica há 1h de Berlim e ao chegar na estação, há uma caminhada de uns 30 minutos até o campo. É a caminhada que os presos tinham que fazer nas décadas de 1930 e 1940.

Eu achei que seria um passeio super pesado, nível Hiroshima, mas não. Ao contrário de Hiroshima, não sobrou muito documento do que acontecia lá, nem das pessoas que passaram ali. Não tem muito o que “ver”, apesar de ter 1 museu e um dos barracões montados pra visita.

Os presos chegavam pela Torre Alfa, de onde dava pra ver todos os barracões e toda a movimentação nessa área. Além da área dos barracões e dos trabalhos forçados, esse campo ainda tinha um centro de formação de oficiais da SS. O centro hoje serve para treinar os policiais de Bradenburgo. Eles dizem que é importante estarem perto do campo para sempre se lembrarem das consequências nocivas do abuso de poder.

O pesado dessa visita foi que não tinha um lugar pra tomar lanche ali dentro, pelo menos na nossa rota de passeio, e eu não levei nada pra comer. O sol estava a pino, mas não muito quente. Só comi 4h depois, de volta na estação.

Nesse dia consegui visitar o Arkaden de Potsdamer Platz, um shopping meio aberto, o Sony Center (amo o Starbucks de lá <3) e o Berlin Mall, gigantesco! Foi a última vez que encontrei com algum dos canadenses, totalmente por acaso na rua. Eles ainda seguiram viagem prelo resto da cortina de ferro por algumas semanas.

Currywurst é a comida típica que todos vão te dizer que tem que experimentar. Prefiro o dogão da usp!

No dia seguinte voltei pra visitar melhor o muro e o Checkpoint Charlie. O muro, claro, fica lotado. Essa parte preservada fica do lado do prédio onde ficava a Luftwaffe no regime nazista. O prédio é enorme, e um dos poucos que restou com a arquitetura nazista, a cara que Hitler queria dar para seu império. O cara era megalomaníaco.

Também fui dar uma volta pela Friedrichstrasse, uma rua cheia de comércio. Descobri que eles tem até uma pequena Galeries Lafayette! O mais interessante mesmo foi achar a Ritter Sport, a loja conceito da marca onde você pode criar o seu chocolate, adicionando até 3 ingredientes na mistura. E não é caro! No andar superior eles tem um café super gostoso, com uns doces lindos!

Olhem isso! Bateu saudade desse chocolate só de olhar essa foto!

 

Achei o lugar tão bom, o atendimento tão legal, que voltei no dia seguinte pro café da manhã de despedida. Olha esse ovo! Além de lindo, delicioso! O pão em Berlim também é ótimo! Embutido então, nem se fala!

Além do Ritter, outra chocolateria famosa na Alemanha é a Fassbender & Rausch. São chocolates premium, mas o famoso mesmo da loja são as esculturas de chocolate dos monumentos na cidade. Tem gente que vai lá só pra tirar foto! Os chocolates são mais caros, mas tem mais variedade, tipo bombom recheado.

A única coisa que não gostei de Berlim é que no aeroporto eles não dão saquinho pra líquidos. Cobram 50 centavos de Euro!!! Poxa, na Inglaterra você pode pegar quantos quiser! Só não tava com o meu lá porque não sei como, perdi =( E o cara no Relay do aeroporto foi um grosso que não quis trocar moedinha. Fui mesmo mendigar pros clientes dele, oras. Não custa nada trocar dinheiro, né?

O blog não morre com a minha volta ao Brasil. Daqui umas semanas vou começar a postar sobre outras viagens que fiz, e ainda vou fazer um resumão sobre essa experiência na Inglaterra 😉

london, we meet again, at long last!

Fui embora do camp hill no fim de uma quinta feira. Era dia de reunião na casa, meu último dia oficial de trabalho. Participei sim, porque sou dessas. E o pessoal armou algumas surpresinhas. Chamaram todo mundo, inclusive os alunos, pra uma foto coletiva. É muito raro eles fazerem isso porque tem todo uma política de safeguarding, então me senti bem especial! E também me deram presentes de despedida, inclusive o cd da Adele, porque o SM. sempre fala “Hello” pra tudo e a gente ficava respondendo com “Can you hear me?“, da música dela, e ele aprendeu a dizer isso, haha! A reunião foi sussa pra mim, falei que ia sentir saudades do trabalho e participei ativamente. Inclusive a minha coordenadora ficou perguntando porque eu ia embora, porque eu era a pessoa que sabia o que fazer em várias situações do dia a dia da casa, hehe.

Infelizmente fico devendo a foto do pessoal porque é proibido mesmo postar foto das crianças =(

Fui pra casa do Junior em Londres e na sexta dei um pulo na Harrod’s. Uma loja de departamento enorme, super famosa. A família do último namorado da Lafy Di, o Dodi Al Fayed (que morreu com ela no acidente no túnel de Paris), é a dona hoje em dia e tem um memorial para eles no subsolo. É tão brega que nem tirei foto disso! Mas a loja em si é super luxuosa, bem mais que a Galeries Lafayette em Paris. É meio opressivo até. Dei umas voltas lá dentro, já tava desistindo da vida quando achei o corner da marca própria, e só então consegui viver. Mas mesmo assim só pelas lembrancinhas da cidade. Pra quem ama a família real, tem um espacinho com louças com a cara da rainha até.

É do lado de fora que os pobres mortais se divertem, porque tem umas lojas mais acessíveis, tipo a Zara. E lugares de comer, tipo o Wasabi, que é uma rede de fast food japa. Pra quem procura sustança, recomendo porque a porção de arroz que vem é generosa e o preço é honesto.

Ai passei 4 dias em Berlim, mas conto mais em um post separado.

Na volta, fui no estúdio que a Warner usou pra gravar a saga Harry Potter, que era um dos passeios que eu mais queria fazer lá. Os estúdios Leavesden ficam em Watford, há 1h de Londres. Você pode ou comprar só o ingresso e ir pra lá por conta (de trem) ou então comprar o pacote completo. Pela preguiça, comprei o pacote completo. Devido a alta demanda, os ingressos são vendidos com horário de entrada, e ai você não pode entrar antes… Em época de pico. Como não era o meu caso, chegamos mais cedo e pudemos entrar logo.

 

Já na fila tem o armário embaixo da escada onde o Harry viveu até os 11 anos na casa dos Dursley. Engraçado que isso começou a fazer mais sentido quando eu fui morar na Inglaterra. Não que eu ache aceitável, mas sobrados são muito comuns na terra da rainha.

As pessoas entram pouco a pouco em um salão, onde um ator faz uma introdução dramática, com uns vídeos. Ai vamos para uma sala de cinema e de lá, atrás da tela, aparece a entrada para o Grande Salão Principal. Vou confessar que é bem emocionante, porque você se sente um primeiro anista de verdade! Pena que o teto não é encantado, mas todo o resto é muito perfeito!

Acho que o Grande Salão é onde eu fiquei mais tempo, porque é o primeiro contato e é o impacto de estar mesmo ali no estúdio, vendo a história que eu amo se materializar. Não se enganem, eu acredito mesmo que a maioria dos fãs que estão lá são fãs dos livros, da história, e não só dos filmes. Os filmes têm tanto apelo porque existe uma legião de leitores ávidos por viver aquilo que passamos anos lendo!

Tem bastante informação de como eles tentaram adaptar aquelas coisas lindas dos livros feitas de mágica, para as telas. E como fazer isso debaixo de holofotes, em dias exaustivos de filmagem. Tem coisa que demorou semanas pra ficar pronto.

Obviamente não tem a reconstrução completa de todos os cenários usados nos 8 filmes. Ficaram mais aquelas coisas que foram mais usadas, que apareceram mais e em mais filmes.

A parte mais legal, claro, é estar dentro de Hogwarts!

A coisa que eu mais queria desse escritório do diretor é a Penseira! Podia ser até vazia mesmo.

A maior parte dos cenários está numa parte coberta. Além dos cenários em si, tem muitos props, objetos de todo o tipo que tiveram que ser criados pela natureza da história. E tudo tem uma explicação, principalmente de como o departamento de arte teve que inventar esses objetos mágicos… Sem mágica!

Quem disse que eu não entrei no Expresso de Hogwarts? 😉

Eu dei a sorte de pegar a casa dos Dursley lá, e ainda esse mês (acho?) eles vão abrir pra ver os cômodos. Eles gravavam in loco, até perceber que seria um cenário recorrente e recriarem a casa no estúdio (aparentemente construir uma casa é mais barato do que pagar pelo uso da imagem e o deslocamento e tals…).

Eu gostei muito de ver o Bicudo! Nerd? =P

É indicado separar pelo menos 3h do seu dia para passear ali dentro, e deu certinho. Só que eu não fiquei inspecionando tudo minuciosamente como vi algumas pessoas fazendo, então quem for mais enlouquecido, é bom separar mais tempo. Como disse, não era época de pico, porém comprei um pacote e tinha hora de ir embora. Eu tive tempo de comer e de descansar lá fora, além de ver toda a parte de merchandise. Não comprei nada além de um Funko do Harry porque era tudo muito caro, eu achei lá uma blusa de tricô que era umas 4x mais cara que uma que eu comprei na Primark, ENGOALZINHA! Então #fikdik, visita a Primark em Londres antes de se jogar na lodjenha do estúdio.

Nos outros dias que tive livre, fiz um barhop com a patota portuguesa do Junior e do marido dele e acabamos em uma lanchonete super delicinha, super cara de Vila Madalena/Pinheiros onde comemos um hambúrguer bem honesto, acompanhado de… Vinho tinto! Juro que combina, haha! Não fui pra balada porque ia ficar tarde e caro…

Antes de vir embora, ainda peguei a final do Eurovision, uma competição musical em que cada país escolhe seu representante e ai a Europa inteirinha assiste e vota online ou por telefone. São mais de 20 performances, mas é bem interessante. Tem do ruim, ao bizarro, ao muito bom. Desde o ano passado a Austrália participa como convidada e esse ano eles quase ganharam! Foi divertido porque uns amigos do marido do Junior foram lá e fizeram um jantar bem gostoso, rimos muito e também bebemos consideravelmente. Ah, a Europa pode ser bem divertida!

paris, je t’aime!

Então que na semana passada fui fazer a viagem que mais queria fazer desde que cheguei aqui na Europa: conhecer Paris! Vou contar um pouco através das legendas das fotos, mas quero agradecer a Amanda e o Pawel por terem me recebido tão bem! Eu não só dormi na casa deles, mas fiz parte da vida deles! Muito obrigada, mesmo, foi tudo ótimo, todos os passeios e as conversas e principalmente, as muitas risadas!

Resolvi ir de trem para Paris. O Eurostar parte de Londres e leva só 2h30 de estação a estação. A vantagem do trem é que tem permissão de bagagem (nas cias aéreas mais baratas tem que pagar por bagagem despachada) e não tem que se apresentar com tanta antecedência pro check-in, além de que as estações ficam no meio da cidade. O Eurostar não é a opção mais barata, mas vale a pena por todos esses pontos, e é bem confortável (porém acho que o trem balança mais do que o trem bala no Japão).

 

Cheguei no sábado a noite, debaixo de uma chuva chata. No dia seguinte o tempo amanheceu lindo, ensolarado e QUENTE! Dei um passeio por Batignolles antes do almoço (e descobri que a Champs Elysee fica ali pertinho) e depois a Amanda me levou pro Trocadero, de onde se tem a famosa vista da Torre Eiffel. Acho que nunca vi um lugar tão lotado! Ainda demos uma volta pelo Sena até a Champs Elysee, onde encontramos totalmente por acaso com o Henrique T. e a família.

 

No fim do dia fomos comer uns crepes bem franceses em St Michel e visitar o Pawel no trabalho. Ele nos preparou esses martinis (café e chocolate) e depois ainda subimos na cobertura do hotel para tomar champagne com vista pra Torre Eiffel iluminada. MUITO CHIC!

 

No dia seguinte fomos comprar o ingresso pra Disney na Fnac de St Lazare e depois fomos turistar na Galeries Lafayette. Um mundo de luxo e ostentação, com uma cobertura com vista pra Torre (claro!) e pra Opera.

Como esperava, comi muito bem em Paris! Difícil achar comida ruim por lá. O Le Paradis des Fruits é um dos restaurantes favoritos da Amanda, você escolhe os ingredientes do prato que ainda tem a salada e as fritas. E o suco de laranja lá é espremido na hora 😉

Depois andamos até o Jardim das Tulherias, onde sentamos ao redor de um chafariz. Tem bastante em Paris, cadeiras de ferro soltas em volta de lagos pro pessoal sentar e descansar. Depois andamos até a piramide do Louvre. Nesse dia também fomos a uma das primeiras lojas da Chanel, na Place Vendome, mas lá só vende jóia, haha! Porém a senhora que nos atendeu foi uma das pessoas mais finas e educadas que encontrei em toda a viagem. Nos indicou a loja certa e finalmente comprei o perfume que eu queria!

Claro que não podia faltar a pataquada! Mas não entrei no museu nesse dia.

No dia seguinte fomos pro passeio que eu mais queria fazer: Paris Disneyland!!! A Disney resolveu investir nessa Disney depois do sucesso que foi a Disney de Tokyo – mas esqueceram de contar o pesado fator cultural local e quebraram a cara. A Paris Disneyland não é um fracasso total, mas em comparação as outras Disneys, deixa sim a desejar. A parte estrutural é impecável, mas faltam as lojas nas saídas de todos os brinquedos (só alguns tem, em alguns você sai direto na “rua”) e a paciência de jó dos cast members. Vi um cara dando um come numas crianças mal educadas e ouvimos no interfone outra cast member sem a menor paciência de pedir para os guests se moverem na fila. Fizemos os 2 parques num dia só (a entrada custa € 74 nessa época do ano) e foi bem cansativo, mas como a Amanda já conhece bem, fomos nos lugares certos e não ficamos andando como baratas tontas.

O dia seguinte começou mais relaxado, eu já não tinha mais pés para viver! Na hora do almoço fomos visitar a Amanda no trabalho dela e passamos pelo Moulin Rouge, que fica no caminho.

Quando a Amanda acabou o turno dela, fomos dar uma volta por Mont Martre. Esse é o café onde a Amelie Poulain trabalhava no filme.

Passamos pela praça onde está o muro do “eu te amo” e continuamos até a Sacre Coeur. Eu subi de funicular (€ 1,80) e a Amanda foi pelas escadas. A vista de lá é linda, vale muito a pena o passeio! Entramos na igreja, demos uma volta, saímos e fomos dar uma volta ali atrás, cheio de cafés e restaurantes. Comi numa creperia que a primeira vista parece fuleira, mas tem um crepe ótimo, por um preço ok e a decoração é de recados, notas de dinheiro e fotos os clientes por todas as paredes e no teto também! Ah, em Mont Martre também tem ótimas lojinhas pra compras.

Na quinta, subi na Torre Eiffel. Tem o maior esquema de segurança pra entrar, com detector de metal e máquina de raio x pra comprar o ingresso, mas depois é tranquilo. Dei sorte de chegar de manhã, com um sol lindo e não ter fila (apesar de o observatório estar cheio já). Subi até o topo, fiquei pouco porque estava ventando muito gelado, mas a vista é incrível! As lojinhas lá dentro são meio caras, mas tem coisas que não se acha fora (tipo Mickey com camiseta de Paris e Hello Kitty da cidade). Desci na hora do almoço e tinha uma fila enorme!

Depois fui até a Champs Elysee e comi no Café George V. É bem turístico, mas o atendimento foi exemplar! Meu garçom foi muito simpático, disse que já foi pro Brasil, perguntou minha origem asiática… Depois o gerente passou e me cumprimentou também, perguntou se estava tudo ok… Além de ser muito gato!!! De sobremesa comi um creme brulee, claro! Não foi um almoço barato, mas o serviço compensou!

Depois do almoço rico, fui pro Museu do Louvre. Estava cheio, mas não tinha fila. O ingresso a gente compra numa tabacaria do lado de fora e depois passa pelo mesmo esquema de segurança da torre. O museu é gigantesco, corri pra ver a Monalisa primeiro e depois decidir o que ver de resto. Não tinha muito tempo, tentei ver os aposentos de Napoleão, mas devido a uma reforma, a volta que tinha que dar era muito grande, então decidi parar no jardim das esculturas e relaxar ali mesmo (lugar lindo, bem iluminado e tranquilo). Na saída do metro que dá dentro do museu tem uma loja Pandora, onde parei pra comprar meu charm da cidade e fui atendida por uma portuguesa muito simpática. Pra quem tem receio de ter que pedir informações em francês ou inglês, fica a dica 😉

Encontrei com a Amanda no fim do passeio e demos uma volta pela Rue Rivoli, ótimo pra compras, fomos até o Pompidou (um prédio ultra moderno no meio da arquitetura tradicional de Paris) e acabamos na Galeries Lafayette de novo. Passamos pela Notre Dame (mas não entramos) e experimentei o waffle francês (gauffe) da Amorino, uma sorveteria ótima que tem em todo canto por lá. Terminamos no hotel do Pawel com direito a sanduíche de apresentação impecável, com saladinha e tudo!

No último dia de viagem fui visitar o palácio em Versalhes. O palácio em si achei sem graça, tá em reforma, mas a única coisa que achei que valia a pena era o salão de cristais. Os jardins no fundo são impressionantes mesmo, lindo e super bem cuidado. O Grand e o Petite trianons são bem mais bonitos que o palácio, tem umas salas impressionantemente lindas! A única coisa que não gostei é ter que andar tanto, cansa pra caramba! Na volta peguei o trenzinho, custa € 4 e faz várias paradas, você pode pegar o quanto precisar. Ainda dei azar de entrar no palácio com uns 5 grupos de chineses, mal conseguia me mover por lá!

No último dia de viagem corri de volta na Galeries Lafayette pra comprar os últimos presentes e achei o corner da marca própria deles, que é bem mais em conta e tem coisas bem legais. Ali perto tem uma Uniqlo, onde parei pra comprar algo pro meu irmão, além de uma Fnac e outras lojas. Voltei correndo pra casa da Amanda pra pegar minhas coisas e ir embora, e ainda bem que fiz isso com tempo. Caminhei uns 30 minutos só dentro da Gare du Nord pra achar o check in do Eurostar!

Saudades de Paris? Muitas <3

ch-ch-changes

Estamos perto de completar 7 meses aqui na Inglaterra. Mês que vem bato a marca recorde de tempo sem voltar pra casa: 8 meses, quando fui pro Japão e pro Canadá entre 2005 e 2006. Mas dessa vez é o maior tempo que eu passo no mesmo lugar.

Acho que a parte mais chata já passou, que foi estar longe de casa no Natal. Mas ultimamente as coisas ganharam mais cara de rotina e de “same old same old“, o que começa  incomodar um pouco.

Eu sabia que sentiria falta de algumas coisas sim quando viesse pra cá, e tem dias que é mais difícil estar longe do que outros. Tem dia que o frio incomoda, que a chuva aporrinha, que a falta de sabor na comida enlouquece… E isso tudo é em comparação ao que poderia estar sendo se eu não tivesse saído da zona de conforto.

Acho que o que mais marcou essa semana que passou foi a quantidade de comentário que recebi por me vestir “diferente”. No dia a dia estou sempre de calça jeans, camiseta e blusa. Sempre. Mas outro dia o tempo tava bom, ensolarado, e eu só teria a reunião da casa, então resolvi tirar meu vestido de inverno do armário.

A photo posted by Vy ♥ (@ginnymoon) on

Todo mundo da casa comentou. E eu com aquela cara de “uéeeee”. Já sai com esse vestido um monte de vezes. No Brasil. Quem me conhece nem teria reparado muito (uns amigos ai com certeza ainda falariam que é a minha “fantasia” do dia). E ai fiquei pensando que eu sinto falta disso. De ser eu. Nem minha bagagem me permite ser eu 100%. Em parte eu sinto sim falta do estilo de vida que eu tinha em SP. Eu não gostava do trabalho que eu tinha que fazer pra ter dinheiro pra isso, mas poder vestir aquilo que eu gosto de verdade e encontrar pessoas que me entendem, disso eu tenho muita saudades.

Porém, como lembro meu colega filipino, a gente ainda tem mais outros 4 meses por aqui, então ou eu me contento com isso, ou vou embora. E eu acho que eu ainda tenho o que contribuir no trabalho. O trabalho, em si, é a melhor parte, na verdade. O time da minha casa é fantástico e em parte a gente se diverte nos turnos.

Alias, outro dia tive a oportunidade de conhecer outro lugar novo com os alunos. Swanage, uma cidade costeira aqui perto. O dia amanheceu super enevoado, mas eu tinha esperanças de que a nevoa se dissiparia e traria um dia bem bonito. Bom, talvez em Ringwood esse tenha sido o caso. Em Swanage, onde chegamos perto do horário do almoço, a névoa durou um bom tempo. A parte legal é que o Corfe Castle, na entrada da cidade, parecia cenário de filme. Apesar do tempo estranho, a praia até que tava bem cheia.

A photo posted by Vy ♥ (@ginnymoon) on

O N. não gostou muito, passou o tempo todo falando que era uma “old smelly beach“, hahaha! Mas gostou da parada do almoço que foi num fish’n’chips local bem famoso (pela quantidade de gente).

No trabalho, deixamos de ter 6 alunos do dia no almoço, que foram realocados pra uma “day house“. A gente tinha 17 alunos, mais todo o staff necessário pra dar suporte pra tanta gente, e agora temos só 11 alunos. Deixamos de ter 10 pessoas pelo menos durante o almoço, o que mudou radicalmente a rotina do dia. Quando eu chego, o lugar tá bem mais calmo, e os alunos tem mais tempo e espaço pra se dedicarem aos seus hobbies.

Porém algumas pessoas do staff se foram ou estão indo também e isso as vezes é meio triste. Dentro da minha vida de voluntária, essas pessoas estão em grande parte da minha vida e é como se uma parte desse ciclo estivesse chegando ao fim com cada partida. Sei que é o melhor pra essas pessoas, mas eu não consigo deixar de achar que os dias vão perder um pouco da graça sem elas.

Mas a gente continua a nadar por enquanto, né? Até porque semana que vem já é half term DE NOVO (SIM SENHOR!) e eu já tô com minha grande viagem comprada. PARIS, JE ME VAIS ALLER A TOIS =P

buggou

Então, né, eu ia fazer todo o esforço do mundo pra tentar postar essa semana, mas nem vai rolar. Vou deixar as news pra semana que vem. Voltei de Londres com um stomach bug, e nessas condições eu não posso trabalhar com as crianças. Então prefiro ficar quieta e cuidar das minhas coisas no meu quarto e me recuperar. E aproveitar pra escrever sobre essa meia semana no respite e dias de folga em Londres com calma também.

Fiquem com uma foto desses dias. Prometo voltar com detallhes!

Linha do meridiano de Greenwich. Sendo a oriental mais ocidental desse voluntariado!

bear with me!

O post dessa semana deve atrasar porque tô indo pra Londres na quarta e só volto sexta, e tenho que ir trabalhar. Talvez eu consiga escrever de Londres, mas nem prometo nada, hehe. Tem bastante coisa pra contar e espero que de Londres também tenha!

Keep your eyes open for updates soon!

o ano só começa depois do carnaval… ?

Já estamos em fevereiro e eu ainda nem falei como foi esse ano. E adivinhem? Semana que vem já acaba mais um bimestre e os alunos saem de “férias”!

Esse começo de ano foi meio atrapalhado, sei lá. Deve ser o inverno e a falta de sol. Lá pelo dia 21 de dezembro fez a noite mais longa do ano, o começo do inverno, e tava bem deprimente ter dias começando só depois das 8h e acabando logo às 16h! Sério, tinha dias que a gente saia da aula às 16h30 e já tava quase escuro completamente! Mas depois do dia mais curto do ano, os dias começam a lentamente ficarem mais longos e agora já percebemos que o sol anda se ponto lá pelas 17h!

Percebi que estava ficando meio irritada com tudo por nada, cada dia de trabalho tava começando a virar um fardo, e ai resolvi voltar a tomar minhas vitaminas D. Não sei se foi coincidência, mas meu humor melhorou bastante (a vitamina D está ligada aos ossos e também ao humor)!

Como parte dos meus objetivos de trabalho, comecei a trabalhar um pouco mais com o R., o único aluno residente que eu nunca tinha dado suporte sozinha. Ele é muito maior do que eu, e bastante agitado. Ele passa a maior parte do tempo no quarto ouvindo música, mas as vezes baixa o capeta nele e ele corre pela casa toda, não obedece e pra mim é muito difícil controla-lo, as vezes eu acho que ele nem me vê na frente dele! Mas estamos caminhando e aos poucos estamos fazendo algumas evoluções. Ele tem comido direito comigo, pelo menos. E tomado o mínimo de líquido. Acho que nunca vou poder ser a primeira pessoa dele em saídas (em saídas o suporte é de duas pessoas pra ele), mas já fui  segunda algumas vezes e não foi um desastre (na verdade ele se comporta muito bem nas saídas).

Esse ano também parece que as casas desistiram de escolher quem fica em cada sala e tem sido meio que uma roleta as salas onde eu tenho ficado. Já teve dia até que eu voltei pra casa porque aparentemente ninguém precisava de mim em nenhuma aula!!! Mas eu já peguei algumas manhas e escolho onde eu vou ficar de acordo com o dia da semana, haha! Escolho pelas atividades do dia e dou um jeito de já estar na sala quando os alunos chegam, assim tem mais garantia de poder ficar lá.

Nessas eu tenho saído bem mais, porque ai escolho salas que eu sei que vão sair pra fazer a compra da semana. O dia passa muito mais rápido assim! E é uma atividade bem leve, as listas tem uns 4 itens só, é bem rápido. E como vamos no meio da semana, as lojas são bem vazias.

Tem também as saídas da casa, não tão frequentes, mas que sempre ajudam a passar o tempo. A mais divertido até agora foi um passeio na praia num domingo a noite, em que a casa do Henrique T. também foi, então foi como se estivéssemos trabalhando juntos! Mas também teve a saída fail, que a gente teve que voltar porque um dos alunos “atacou” a coordenadora. Porém esse dia foi ótimo pra mim, eu comecei mais cedo, e como teve a saída, tinha gente a mais na casa e eu fiquei fazendo trabalhos como arrumar a lavanderia, o armário de coisas de cama e banho e tirando os breaks ocasionais.

Alias, essa vida na Inglaterra tá me tornando a maior “Amélia”, nem minha mãe acreditaria na minha capacidade de organização! Começou com as louças, que eu não aguentava ver sendo lavadas tão porcamente, passou para a organização da casa (posso passar HORAS arrumando as coisas, quando tô nos quartos arrumo as gavetas, arrumo a lavanderia toda quando tenho tempo) e agora chegou na cozinha, que sempre foi meu ponto fraco. Nunca gostei de cozinhar porque não achava que fazia um trabalho decente (isso que dá ter mãe com mão boa pra cozinha), mas aqui eu vejo que o mínimo é o máximo, porque a cozinha na Inglaterra é mesmo uma tristeza sem fim. Antes de vir eu achava que era porque não tinha muita variedade de comidas, mas agora eu acho que é falta de vontade! Sério, as vezes eu acho que as pessoas vivem em grutas. Temos uma nova lunch time assistant que é vegana e o pessoal não tinha a menor idéia do que ela poderia comer! Acharam que massa podia, desde que fosse gluten free!!! Argh!!! Esse tipo de coisa, aliada ao fato de que eles comem muitos carboidratos simples, me fez voltar pra cozinha pra fazer minhas refeições, pelo menos pra continuar cabendo nas minhas roupas e ter o mínimo de alegria ao comer. Ai esses dias me senti corajosa o suficiente pra tentar fazer um bolo de cenoura de receita simples, mas um bolo de cenoura brasileiro. O bolo de cenoura daqui é feio e nada apetitoso, então resolvi mostrar porque é que eu gosto tanto de bolo de cenoura. Confesso que quase botei fogo no liquidificador e queimei a parte de cima do bolo, porém, com uma boa cobertura de chocolate o bolo foi um sucesso! Todo mundo gostou, inclusive o N., que é super bom de fazer bolo e adora um doce! Me senti vitoriosa, agora até ajudo mais na cozinha, tentando incrementar as refeições do fim de semana.

O bimestre acaba, mas não sem algumas comemorações. Essa semana teve o Candlemas, que é a celebração da volta da luz. No inverno a luz vai “enfraquecendo” e ela é “guardada” dentro de casa. No fim do inverno a luz volta a “ter força” e é “trazida pra fora” novamente. Eu nunca tinha participado de nenhuma celebração porque sempre calha de ser folga, mas dessa vez eu tava sem fazer nada  e o Junior me chamou pra ajudar a colocar as velas no quintal e eu fiquei pra ver como era. No fim “trabalhei” um pouco porque todos os alunos residentes no campus apareceram, e o SJ. deu uma leve “empacada” e pra ajudar a menina que tava com ele, eu chamei ele pra ir pro próximo jardim e ele foi de braço dado comigo até o fim. Foi bem legal pra conhecer, tem um que de tradições pagãs, mas é bem didático pros alunos marcarem a passagem do tempo enquanto estão aqui. Semana que vem tem “carnival” e Valentine’s Day. No “carnival” daqui a casa vai apresentar um musical. Não sei como estão os ensaios, mas esse quero ver com certeza!!!

Esse próximo break era pra eu trabalhar (alguns dos alunos ficam no campus mesmo nas “férias”), mas aparentemente eles tem gente o suficiente e os voluntários estão livrinhos da silva! Como foi avisado em cima da hora, tô sem planos, mas né, um break é sempre bem vindo, ainda mais de surpresa =)

fim de ano relax

Não lembro quando foi a última vez que curti de verdade um final de ano. Daqueles da época da escola que você não faz nada e é exatamente isso que você precisa, sabe? Não é a mesma coisa quando você reveza na empresa com a outra metade da equipe (quando tem revezamento!) porque você fica antecedendo a tragédia que vai estar o seu e-mail e tals.

Mas esse ano foi bem diferente. Eu curti não fazer nada e não me preocupar com trabalho acumulado \o/ Como a vida pode ser leve fora do mundo corporativo, né?

Henrique T. já tinha ido pra lá e o Guilherme estava louco para conhecer, então pegamos um dia de folga do pessoal da fazenda e fomos pra Brighton.

A photo posted by Guilherme Reis (@guiireys) on

Brighton é a cidade gay da Inglaterra, mas não é uma cidade muito grande. É agradável, tem um comércio legal, muita gente na rua, uma parte com comércio alternativo, mas é isso. Não achei nada de muito especial. Foi um passeio agradável, teria sido mais no verão, mas não é um passeio imperdível não.

Nos outros dias rolou uma festa na fazenda, mas eu fiquei bem de boa em casa. O Henrique T. foi e até passou a noite lá, deu pra descobrir um pouco mais de como é a vida em comunidade de camp hill (porque aqui já mudou muito).

Durante esses dias também tentei receber meu presente do Canadá. O povo reclama do correio do Brasil, mas aqui não é muito melhor não. Além do atraso em 1 dia no prazo (que pode ter sido crucial no recebimento ou não do meu pacote), ainda tive que pagar imposto por um pacote que claramente dizia que era PRESENTE!!! E o imposto não foi nada barato T.T Pelo menos pude fazer esse pagamento online e agendar recebimento. Claro que o correio passou aqui bem no horário que não tinha ninguém e eu tive que ligar lá desesperada pra saber o que ia acontecer. E ficar 3h no dia seguinte esperando pelo correio, na janela, passar alguns perrengues e finalmente conseguir receber meu presente ainda em 2015!

E isso tudo no dia 31 de dezembro, enquanto me preocupava se ia dar tempo de me arrumar pra ir ver os fogos da virada em Londres com os brasileiros!

A photo posted by Vy ♥ (@ginnymoon) on

No final, eles também atrasaram mas deu tudo certo. Em Londres os fogos acontecem na London Eye e o entorno fica fechado somente pra pessoas que compram ingresso pra passar o ano novo ali, na área privilegiada. Óbvio que isso não incluía a gente, hahaha, e assistimos da segunda ponte mais próxima. Não sem um perrengue, claro. Tipo ter que fazer as necessidades na rua. Ou não tomar nenhum líquido. Eu, velha que sou, só fui em banheiro apropriado e resolvi que ia passar sede se necessário, mas na rua eu não ia fazer não!!! Ah, e também teve o momento “seus noob!” que eu tive que aguentar com o pessoal reclamando de ter que ficar parado no mesmo lugar por 1h (HAHAHA, try 7h30 at Times Square, under rain and snow, bitches!!!!) pra poder ver os fogos de um lugar decente, mas pelo menos correu tudo certo. Só levamos tipo 2h30 pra voltar pro carro, mas o carro não tinha nenhuma multa de estacionamento e o metrô tava de graça <3

Dia 1 de janeiro fiquei imprestável de novo, haha, aliás, cheguei e nem consegui tomar banho, dormi de roupa e tudo, luz ligada, quarto aberto, de tão cansada que cheguei de Londres! E dia 3 já estávamos de volta pro batente…

viagem para amsterdã

Algumas das melhores coisas na vida acontecem quando você menos espera.

Eu e o Henrique decidimos ir pra Amsterdã numa quarta e no sábado estávamos embarcando pra Holanda =).

Como somos voluntários, optamos pelo meio mais barato: de ônibus.

Como isso é possível? Podemos cruzar o Canal da Mancha via subterrânea, de trem, ou via aquática, de balsa.

Nossa aventura começou no último sábado de trabalho. Eu peguei folga porque trabalhei durante a semana na minha folga oficial, então deu tempo pra eu acordar mais cedo, dar uma volta até a cidade e me arrumar. Nosso ônibus partiu de Ringwood para Londres no final da tarde.

Chegamos em Londres e ainda deu pra dar uma voltinha perto da estação de Victoria antes do ônibus sair para o porto de Dover, de onde pegaríamos a balsa para atravessar para o continente. Tem até um check in especial no terminal rodoviário! Mas a parte boa acaba por ai, porque subir no ônibus foi uma das coisas mais traumatizantes que passei aqui. O povo era muito sem educação, ficava gritando, tinha gente que nem sabia que ônibus era aquele… Afe, pior do que rodoviária do interior do Brasil!

Chegando no porto, começou o martírio. O lugar estava bem cheio de veículos e a fila estava bem lenta. Primeiro passamos pelo pedágio, depois pela segurança e ai vamos para a imigração. Demorou horrores, tipos umas 2h ou mais! Achamos que o problema era na imigração, mas não sei, essa parte foi tão rápida! Passamos pelo controle inglês e depois pelo francês e ainda esperamos mais outra hora na fila para entrar em uma balsa. Por causa de todo o atraso, perdemos a balsa que pegaríamos a meia noite e tivemos que esperar pela balsa das 4h da manhã!!! Nem tem registros desses momentos porque a gente já tava acabado…

O que salvou é que fizemos uns lanches pra levar na viagem, que já sabíamos que seria bem longa. Então no tédio, pelo menos tínhamos o que comer. E como eu estava com medo de enjoar na travessia (eu quase morri de enjoo em um dos dias do cruzeiro que fiz no Equador), depois da imigração já mandei um Dramin pra dentro. Com toda a demora, não vi nem a hora que entramos na balsa, hahaha!

Claro que não é uma balsa igual a da travessia Santos-Guarujá, é um barco grandão com estacionamento pros veículos e bar e restaurante para as pessoas se acomodarem durante o percurso. Quando descemos, parecia o estouro da boiada, galera quase subindo umas nas outras pra ver quem chegava mais rápido lá dentro! Ai quando entramos, entendemos o porque: a galera tava disputando sofá para DORMIR!!! Sabe esteriótipo de campo de refugiado? Era isso que parecia o navio todo.

Eu não fui ver a partida do porto porque estava muito frio e muito vento lá fora. E porque a parte de fora também era área de fumantes. Fiquei quentinha sentada numa mesa esperando o Henrique T. voltar. Nisso, capotei de sono, HAHAHA! Mas logo ele voltou e fomos passear pelo barco. Tinha até um duty free!

O desembarque foi a mesma maratona do embarque, um horror. E a gente achando que europeu é tudo educado e civilizado…

Consegui capotar de novo antes do onibus desembarcar, HAHAHA! Só acordei já na Holanda, na única parada que fizemos, para a troca de motoristas. Dei o único migué da viagem: usei o banheiro do Mc Donald’s sem pagar! Mas em minha defesa, só depois que voltei pro ônibus é que fiquei sabendo que tinha que pagar. Não tinha ninguém recolhendo o valor na porta…

Captador de energia heolica. São enormes!

Dormi de novo até chegar em Amsterdã. No total, por causa do atraso da balsa, a viagem durou 20h.

Com muito sono, fui tentar desvendar como o sistema de transporte funcionava, em vão. De qualquer forma, conseguimos embarcar num trem até a estação mais próxima do nosso albergue. Eu tinha esquecido o papel onde anotei as indicações de como chegar em casa, mas por sorte, lendo os painéis de informação, consegui lembrar. COM MUITO SONO. Eu poderia ter parado no puteiro em João Pessoa (da música dos Raimundos) que àquela altura já não tava fazendo muita diferença…

Vista do quarto no hostel incrível que o Henrique T. escolkheu pra gente passar os dias em Amsterdã!

Por causa do atraso, quando chegamos conseguimos fazer o check in, sem ter que esperar dar o horário <3

O Henrique T. escolheu muito bem nosso albergue. Não era central, mas era bem limpo, organizado  amplo. E demos sorte! Pegamos 2 camas num quarto para 6 pessoas, mas não entrou mais ninguém durante o tempo que estivemos lá!

O café da manhã foi um dos atrativos do albergue. Já tínhamos lido que era muio bom, e realmente, superou expectativas! Tinha pão francês!!! A gente tomava um café reforçado todo dia e ficava até a tarde sem comer mais nada <3

Depois do check in, andamos até o centro e um dos primeiros programas foi comer batata frita no cone, bem tradicional por lá!

No dia seguinte, tentei ir na Casa da Anne Frank, mas a fila estava muito enorme quando chegamos. Voltei no dia seguinte, a noite, com a fila um pouco menor. A Casa é vazia pois os nazistas tiraram tudo quando raptaram a família da Anne e quando o pai da Anne voltou do campo de concentração no fim da guerra e resolveu abrir o museu, decidiu deixar vazio para que as pessoas pudessem ver e sentir como era na época ter a sua vida transformada e tirada de você. A casa é um anexo de um negócio que pertencia ao pai da Anne, então é um lugar meio apertado e cheio de escadas.

Canais S2 Pegamos alguns dias e momentos de sol por lá. Mas também pegamos alguns de chuva. Que quebrou meu guarda chuva japonês =( 

As fachadas dos prédios mais antigos são bem tortas. As vezes não só pro lado, como parecendo que estão caindo pra frente também! E o Starbucks salvou nossas vidas algumas vezes, com seus banheiros gratuitos. E chás bem quentinhos <3

Achei uma casa de lamen por acaso no dia que chegamos. A vontade de comer era tanta que consegui lembrar onde era, apesar de ser totalmente perdida, no dia seguinte. Esse lamen era bem gostoso, bem encorpado. Valeu a pena!

Não fomos em mais nenhum museu porque tinha que pagar e era bem caros… Mas passeamos por perto deles. Um do letreiros famosos fica na frente do Rijksmuseum e é bem lotado, é uma região bem turística.

Existe outro letreiro itinerante, bem mais vazio. Naquela época ele estava do outro lado do canal da estação central. A balsa é gratuita e passa sempre, é só ir até a parte de trás da estação que qualquer um acha. Do outro lado tem também o museu Eye, de imagem e som.

Inclusive, o restaurante do museu é um dos meus lugres favoritos na Terra! Olha só esse visual! Ficamos um tempão sentados no escadão olhando pro movimento do canal.

Impossível não se apaixonar pela cidade! Tem sim bicicleta demais, o transito é meio maluco, chove e venta pra caramba, mas a cidade tem vida, tem gente na rua a toda hora, tem o bairro da luz vermelha, tem maconha pra todo lado, e tem o povo mais simpático do mundo, que para na rua quando acha que você está perdido (sem você pedir!), onde a violência é tão mínima que o policial pára pra conversar com você e tirar um sarro da sua cara de turista e com um sistema de transporte incrível!

No final, descobrimos que tem um bilhete de 24h/48h/72h/96h de viagens ilimitadas para tram, ônibus e metrô, então facilitou muito a locomoção (odeio ter que andar um monte pra chegar nos lugares, prefiro economizar pra visitar, não pra me locomover!). E tem wi-fi em todos os lugares, então é só entrar num Mc Donald’s da vida pra se conectar e procurar informação.

A volta foi mais tranquila, de dia dia, e o melhor, via Eurotunnel! A maravilha é que é bem mais rápido, não depende do clima e não tinha fila. Também não balança horrores. É um trenzão onde o ônibus entra. Dá pra sair pra esticar as pernas. Único porém é que não tem o restaurante nem o duty free. Voltei dormindo o caminho todo também, haha! Fizemos uns lanches com o café da manhã do albergue (embora não fosse permitido, ops!) e enquanto não dormia, comia =P. Foda foi que o banheiro do ônibus ficou trancado metade da viagem. Só abriu depois de eu reclamar que não ia ficar pagando a porcaria da taxa dos banheiros em cada parada (odeio banheiro público que tem que pagar!).

Chegamos no horário certo em Londres e corremos no super mercado mais perto pra comprar coisas pra fazer a ceia de natal quando chegássemos em casa (era véspera de natal)! Mas isso eu conto na semana que vem 😉

fds em londres

Porque gente chique é assim, passa o fim de semana em Londres, HAHA!

Na realidade, voluntário sempre entra em programa que tenha pelo menos uma parte de graça. Nesse caso, os voluntários da fazenda (outra comunidade que cuida de pessoas adultas com necessidades especiais) iam pra Londres de carro e nos convidaram, então formamos a #braziliansquad e #partiufdsemlondres!

Um deles, o que chegou a menos tempo, ainda não conhecia Londres, enão fomos turistar.

Vista do nosso hostel quase hotel: The lodge Crystal Palace, no National Sports Centre, afastado do centro de Londres (30 minutos de trem)

Primeiro passeio do dia: Abbey Road! Encontramos um casal brasileiro que veio de Dublin e estão na Europa pelo Ciência sem Fronteiras 

Fomos pra feirinha de Portobello Road, em Notting Hill, mas o ponto alto mesmo foi achar a porta azul do filme “Um lugar chamado Notting Hill” <3

 

Claro que não podia faltar uma visita a rainha!

 

Nem uma visita ao Big Ben pra ouvir o sino tocar, nem uma foto da London Eye com as cores do arco iris #lovewins

 

Tower Bridge com um Starbucks na mão, claro <3

Passeio a Canary Wharf, uma parte revitalizada da cidade. Nem parece Europa, é toda moderna, com prédios altos e de vidro e um shopping subterrâneo enorme! A linha Jubilee passa lá, então nem é difícil de chegar

Como fomos de carro, alguns passeios foram mais tranquilos de fazer, e com certeza houve a facilidade de ir de mala e cuia e não ter que carregar as coisas nas costas antes de podermos fazer o check in no hostel. Os quartos foram utilizados para os atletas nas Olimpíadas de 2012, e embora não sejam enormes e luxuosos, são bem confortáveis pois são duplos ou triplos, com 1 banheiro para cada 2 quartos só. É um pouco longe, mas a estação de trem fica na porta do parque esportivo. E inclui café da manhã. Só o check out é muito cedo: 9h30…